DESMATAMENTO
METODOLOGIAS DE MONITORAMENTO DA DINÂMICA DO DESMATAMENTO E PRECISÃO
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente, SEMA – MT - executa desde
O Instituto Nacional de Pesquisas Espacias – INPE, também possui um sistema de monitoramento do desmatamento na Amazônia, divulgando os dados anuais de desmatamento, somente na área de floresta. Atualmente os dados mais atuais do Estado foram divulgados pelo INPE.
Tanto a SEMA quanto o INPE utilizam imagens de sensores orbitais e Sistemas de Informação Geográfica – GIS, para a quantificação do incremento anual de desmatamento. Conforme seguinte metodologia:
Seleção e downloads de imagens de satélite do site do INPE.
São selecionadas e feito download, do site do INPE, do conjunto de imagens de satélite LANDSAT 5 bandas 754321 e ou IRS P6 todas as bandas disponíveis, que recobrem todo o estado de Mato Grosso, com passagem nas datas mais próximas do meses de julho e agosto do período a ser monitorado.
Processamento das Imagens de satélite.
O processamento das imagens é feito utilizando as técnicas de pré-processamento com correções radiométricas, geométricas e atmosféricas e realce (manipulação de contraste e filtragem espacial).
Georreferenciamento/Registro as imagens.
O registro das imagens de satélite, é feito utilizando-se as cartas topográficas e demais vetores existentes na base digital da SEMA, de forma que o RMS de cada cena seja menor que um pixel, possibilitando a junção das bases vetoriais sobre as imagens com mínimo de distorção possível, permitindo a interpretação acumulativa dos desmatamentos anuais. O registro das imagens poderá ser feito utilizando-se imagens GeoCover – Landsat - Nasa, desde que os dados vetoriais não estejam atualizados, conforme cronograma de construção da Base Cartográfica do estado e definição da SEMA.
Mapeamento das áreas com degradação florestal e desmate a corte raso
Para a quantificação de desmatamento a corte raso a metodologia adotada é a classificação digital de imagens, obtidas a partir do Modelo Linear de Mistura Espectral - MLME e posterior auditoria visual dos polígonos gerados. Esta metodologia é adotada por ser consagrada no meio técnico e acadêmico como sendo a mais adequada para o mapeamento de mudanças do uso do solo, principalmente no desmatamento do bioma amazônico. No Cerrado e Pantanal a análise deverá considerar as características complexas (pedologia, geologia, clima, vegetação) destes biomas.
A digitalização e vetorização do incremento do desmatamento e a degradação florestal identificado por ano deve ser incluí-lo na base de dados do SLAPR (Sistema de Licenciamento Ambiental de Propriedades Rurais) e no Sistema Compartilhado de Fiscalização Ambiental, obtendo as classes: desmate não autorizado, desmate em área de reserva legal, desmate excedente, áreas com degradação florestal, bem como gerando seus identificadores únicos de acordo com roteiro técnico do referido Sistema. A vetorização dos desmates deverá se basear em áreas de corte raso tendo como máscara os arquivos de desmates dos anos anteriores, ou seja, deverá ser interpretado como desmate a corte raso as áreas onde houver supressão total da vegetação no período analisado.
O sistema de monitoramento do desmatamento efetuado no Brasil é referência para os países com formações florestais apresentando dados bastante próximos da realidade, tendo como menor área monitorada de