A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) participou do Workshop Lifi Pantanal: Vivendo com os incêndios Florestais, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O evento promoveu a troca de experiências e o debate sobre como a sociedade convive com os incêndios florestais no bioma.
Para Alexandre Ebert, analista de meio ambiente pela Coordenadoria de Conservação e Restauração de Ecossistemas (CCRE), um dos pontos mais importantes do workshop foi o diálogo entre representantes de diferentes setores, como Secretaria de Saúde, Corpo de Bombeiros, educação, esfera política e outros segmentos da sociedade. Segundo ele, a experiência permitiu compreender como um mesmo evento afeta diferentes setores e reforçou a necessidade de uma atuação articulada, fortalecendo a organização comunitária e a cooperação entre instituições.
“A participação da Sema foi importante tanto para compartilhar o conhecimento técnico e a experiência de campo quanto para ouvir outras perspectivas. Essa aproximação contribui para aprimorar a prevenção, o manejo do fogo e a restauração ecológica, considerando também o cuidado com as pessoas. É uma oportunidade de construir caminhos coletivos para proteger o Pantanal e fortalecer nossa capacidade de enfrentar futuros eventos extremos”, afirmou o analista.
Durante o workshop, uma das atividades envolveu o compartilhamento de experiências vivenciadas pelas equipes da Sema em campo, que evidenciaram como os efeitos dos incêndios abalam também a saúde física e psicológica das comunidades e dos profissionais que atuam nessas situações. Os relatos abordaram situações como o resgate de animais queimados, vegetação devastada, moradores enfrentando a perda das pastagens para o gado e a falta de água.
“Com acompanhamento de um psicólogo e de uma equipe técnica, pudemos revisitar essas experiências e refletir sobre seus desdobramentos. Considero esse um dos principais valores da iniciativa: compreender o que ocorreu no passado e transformar essas vivências em aprendizado, preparação e apoio mútuo para enfrentar situações futuras”, ressaltou Alexandre.